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Leonam Nagel

Blog / Texto

Edição automática com IA

Conto como fui ensinando a IA a editar meus vídeos do jeito que eu gosto e onde ela ainda se perde.

Autor
Leonam Nagel
Publicado
Leitura
3 min

Gravei esse vídeo com o celular para um evento interno de uma escola e não editei nada. Quem editou foi o Claude: cortes, legendas, animações e até o bonequinho do Claude no meu ombro. Fiz direto no Claude Code, e dá para fazer algo parecido no Claude Motion.

Isso ficou bem mais forte depois do Claude Opus 5.5 e do GPT 6 Astra. Mesmo assim, o resultado não saiu de um pedido só.

Os primeiros vídeos

Meus primeiros vídeos eram bem básicos. Se você pede só “edita esse vídeo”, ele edita, mas fica genérico. O que mudou foi começar a dar instrução específica: os movimentos, as animações, o tempo de cada transição.

Edita esse vídeo.

Legendas grandes, com uma palavra destacada por vez.

Transições curtas e no ritmo da fala.

O bonequinho do Claude fica no meu ombro e acompanha o meu movimento.

Exemplo de como o pedido foi ganhando direção.

Também usei algumas skills, que são pacotes de instruções prontos para a IA. Pesquisei na internet e encontrei algumas específicas para movimentos. Essa é uma parte muito legal da comunidade de IA: tem muita gente testando coisas e publicando em código aberto para qualquer um reaproveitar. Ninguém precisa descobrir tudo do zero.

Quando são lançadas, geralmente vêm com ranking, pontuação e comentários. Dá para ver quais estão mais bem avaliadas e testar. Nem sempre a mais bem pontuada é a melhor para você, depende muito do que você quer fazer. Mas é um bom começo, principalmente para quem ainda não sabe bem o que quer: testando algumas, você entende as possibilidades.

Isso foi sendo conversado ao longo de vários vídeos, e o projeto foi guardando essas coisas. Hoje ele já sabe muito do que eu gosto, então ficou bem mais fácil editar. Esse vídeo já começou desse ponto.

Onde a IA se perdeu

As ferramentas estão boas, mas dão umas vaciladas. O bonequinho do Claude, por exemplo, no começo não ficava certo no meu ombro. Às vezes ficava por cima do meu rosto, mal rastreado, e o movimento ficava estranho.

Tive que falar especificamente sobre ele: o que eu queria, como fazer, algumas dicas de animação. O Claude trabalhou mais um tempo, refez, e ficou melhor. Essa é a versão que está aí em cima.

Da próxima vez deve ser mais fácil, porque ele vai lembrar do que eu pedi sobre o bonequinho. Talvez ainda não entenda de primeira. Aí eu reviso e falo de novo. Faz parte.

Para onde isso vai

Hoje funciona bem principalmente para vídeos curtos. Para um vídeo de uma hora, acho que ainda não é tão eficiente. Mas tudo indica que a gente chega lá logo. Em poucos meses, no ano que vem, deve dar para editar vídeos maiores e melhores, mais rápido e mais barato.

Tem um porém. Se todo mundo usar instruções genéricas, todos os vídeos vão sair animados do mesmo jeito. A diferença vai estar na identidade: entender como o seu público reage ao vídeo, que tipo de edição funciona, que imagens e que mensagem chegam no seu cliente. Isso a IA não decide por você.

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