Setembro de 2026. Trabalhei a semana inteira focado e cheguei no fim de semana sem plano nenhum. Não queria ficar em casa e não tinha nada marcado com os amigos. Então fiz o que tenho feito para quase tudo: perguntei para o ChatGPT.
Pedi que ele me indicasse eventos e workshops que tivessem a ver comigo. Ele foi pesquisando nas cidades da região, a gente foi conversando, e no fim ele sugeriu duas coisas. De manhã, uma trilha guiada pela Costa da Lagoa, num evento com yoga, cachoeira e piquenique, tudo muito bem organizado. À tarde, uma oficina de fotografia de longa exposição no centro de Florianópolis. A oficina não veio do nada: pela memória, ele sabia que eu já tinha estudado audiovisual.
Fui nas duas, e foram muito boas. Daquelas coisas que eu provavelmente nunca ia ficar sabendo, porque quase ninguém estava divulgando.
Os organizadores
Fiquei curioso e perguntei aos organizadores se eles tinham pensado em publicar as informações de um jeito que o ChatGPT pudesse ler e indicar. Se já tinham ouvido falar de GEO. Nenhum dos dois. Ficaram surpresos quando contei como cheguei lá.
O que ficou
Isso ficou na minha cabeça. Eu peço recomendação para a IA o tempo todo, e não devo ser o único. Mesmo assim, quase nenhuma empresa está prestando atenção nisso.
Essas ferramentas são espertas. Acharam dois eventos que nem estavam tentando ser achados, e vão continuar achando um ou outro de qualquer jeito. Quem parar para entender como essas indicações funcionam tem uma boa chance de ser lembrado quando alguém perguntar.
Agora, imagina o que uma empresa consegue quando se prepara para isso de propósito.